Resúmenes

Alí Albarrán (Universidad Nacional Autónoma de México)

Novohispanorum: un proyecto editorial

La propuesta que presento se enmarca en el apartado de Colecciones Digitales. Este proyecto editorial, dirigido a un público académico, tiene como objetivo la publicación de documentos de archivo inéditos que comprenden el periodo de la Nueva España entre los siglos XVI y XVII. Un proyecto de esta naturaleza tiene un fuerte impacto. Por una parte, establece metodológicamente una guía con lineamientos editoriales para la publicación de documentos antiguos en soporte digital; por otra, es una vía para difundir y hacer accesibles fuentes y materiales documentales que de otra manera no son accesibles fácilmente.

Siguiendo con los puntos anteriores, los lineamientos y criterios editoriales que se desarrollaron en este proyecto contienen aspectos que son guía para la edición de cualquier tipo de publicación digital que contemplen materiales antiguos. Más allá que los medios digitales, al igual que la tecnología, otorguen elementos interactivos e innovadores a las publicaciones, también es importante contemplar que cualquier publicación en este medio debería tener un valor adicional que sobre pase el contenido mismo de la publicación. Este valor al que me refiero se puede otorgar de diferentes formas a las publicaciones, ya sea como material complementario, la disposición del texto, el diseño de la publicación, su funcionalidad, accesibilidad o la plataforma de distribución. Un ejemplo de cómo otorgar valor a un texto es la edición de Cándido de Voltaire, publicado por la Biblioteca Nacional de Francia. La edición contiene un diccionario, las imágenes de la obra impresa, un mapa con las rutas de viaje del personaje y comentarios en video de especialista. 

Es importante señalar que no existe, en sentido estricto, una metodología, criterios o lineamientos establecidos que permitan desarrollar una colección digital de documentos antiguos. Podemos encontrar lineamientos que nos ayuden a determinar los aspectos más generales de las publicaciones: selección de los documentos, información complementaria, reprografía y tratamiento que tendrían las imágenes. Sin embargo, no existe un criterio para la aplicación de la tecnología, lenguajes o programación, específicamente en la producción y edición de textos, así como las plataformas y dispositivos en que será publicado. Esto provoca que la aplicación de la tecnología, la selección de la plataforma o el lenguaje se conviertan en una suerte de prueba y error que nos permita experimentar hasta encontrar la mejor forma de publicarlo.

El reto en este proyecto, además del trabajo de edición que implica, es hacer accesibles los materiales, no sólo en el sentido de disponibilidad y difusión, sino de enriquecer la publicación con contenidos adicionales. En este sentido, además de presentar la colección, el sitio y su funcionalidad, expondré también aspectos que tomamos en cuenta para establecer nuestros lineamientos y criterios editoriales. Entre ellos se encuentra el contenido de la publicación, que presentará la transcripción de los documentos, así como la imagen de los documentos, lo que permitirá al lector observar algunos detalles sobre el papel, anotaciones manuscritas, rúbricas, notas marginales, sellos y estado de conservación. Por otra parte, tenemos los contenidos complementarios como los sonresúmenes, índices onomásticos, toponímicos y arcaísmos. Estos materiales tienen la finalidad de ayudar al lector a tener una mejor comprensión y apropiación del texto.

 

Ana Albuquerque e Aguilar (Universidade de Coímbra)

Alice nos bancos da escola: o trabalho com a personagem em Inanimate Alice

No sistema de ensino português, não existem ainda práticas institucionalizadas de escrita criativa nem de leitura de obras literárias de cariz digital. Os programas da disciplina de Português e as orientações ministeriais não têm contemplado a relação que as novas gerações têm com os meios tecnológicos, nem têm estado atentos à cada vez maior e mais interessante criação literária digital existente no país e fora dele. No entanto, o Perfil dos Alunos para o Século XXI, documento do Ministério da Educação, publicado ainda na sua versão para consulta pública, mas cuja versão final e homologação se preveem para breve, revela já uma maior abertura nesse sentido.

Levar obras de literatura eletrónica para uma sala de aula repleta de nativos digitais é, apesar de tudo, um grande desafio, sobretudo no que concerne à didatização da vertente multimediática das mesmas. Neste sentido, propõe-se um trabalho em torno da série Inanimate Alice, com texto de Kate Pullinger e design artístico de Chris Joseph, que conta com seis episódios e que tem um sétimo atualmente em desenvolvimento, já pensado para Realidade Virtual. No âmbito do projeto do Centro de Literatura Portuguesa da Universidade de Coimbra «Inanimate Alice: Tradução de Literatura Digital em Contexto Educativo», coordenado pela Professora Doutora Ana Maria Machado, do qual faço parte, foram já traduzidos os cinco primeiros episódios para língua portuguesa, com o objetivo de fazer chegar a obra aos alunos lusófonos. Esta tradução vem juntar‑se às versões espanhola, francesa, alemã, italiana, japonesa e indonésia do original inglês.

Embora não tenha sido criada com objetivos didáticos, Inanimate Alice rapidamente se transformou num instrumento pedagógico, cujo potencial didático tem sido explorado, por exemplo, na Austrália, país onde a obra passou a fazer parte integrante do currículo. A própria série possui uma edição especial para professores, assim como Pedagogical Guidances destinadas a apoiar os docentes na sua lecionação, com sugestões e propostas de abordagem em aula. As intenções do projeto da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra passam por fazer com que os cinco episódios de Alice Inanimada constem das listas do Plano Nacional de Leitura português, tornando-se, deste modo, a primeira obra de literatura digital aí recomendada.

No entanto, mesmo com a certeza de que esta nova experiência de leitura será muito motivadora para os alunos, criam-se novos desafios ao nível da educação literária, na medida em que há também implicações no próprio processo de leitura. Destes, focar‑nos-emos nas questões que envolvem a construção e a modelação da personagem, numa tentativa de contribuir para a sua exploração didática junto de alunos adolescentes e pré-adolescentes. Alice, a protagonista e narradora, tem oito anos no Episódio 1 – China. A personagem vai crescendo e a sua idade vai aumentando à medida que os episódios vão avançando, tendo dezasseis anos na sua quinta aventura, Episódio 5 – A minha cidade 2. Embora Alice cresça, física e psicologicamente, diante dos nossos olhos, a verdade é que nunca vemos o seu rosto, o que, numa obra com uma forte componente visual (vídeo, fotografia, ilustração, desenho, pintura, grafitti, etc.), gera algum estranhamento junto dos leitores, sobretudo dos mais jovens. Ora, este é justamente um dos exemplos que pretendemos abordar, demonstrando também que o papel do professor se afigura como fulcral no acompanhamento da(s) leitura(s) dos seus alunos.

 

Cristiana Araújo, Pedro Rangel Henriques, Ricardo G. Martini, Mario Joao Varanda Pereira (Universidade do Minho)

Uma plataforma para criar espaços virtuais de aprendizagem a partir de repositórios de documentos XML: CaVa

‘Memory Institutions like museums, archives or libraries preserve nowadays their colections, or assets, as Digital Objects (databases or annotated). After digitalization and recording, the immediate goal is to explore those huge sources of relevant information that constitutes the humanity’s cultural heritage; this requires at least accurate search engines and powerful Web publishing mechanisms. Virtual Museums —this is, museums that are not located in a building and has no physical objects to show—sprang out in this context. On the other way around, the y display in their exhibition rooms objects collected from digital repositori es. In that case, exhibition rooms ar Web pages that, in our work, compose the Learning Spaces; the visitor a cesses the objects navigating on a browser.

To create a virtual museum in the Web it is necessary to query the repository’s digital storage, and to process (transform and relate) the returned information before publishing it as Web pages.

In this paper, we will propose and discuss an onto logy-based approach to automatize this process. The core, or heart, of this approach is an ontology that models the knowledge domain related to the museum to be built. The platform that will be introduced, CaVa, splits the building process into a first module, the Ingestion Function, to extract data from the sources and upload the ontology triples, and a second module, the Generat r (CaVagen), to automatically generate the query for each exhibition room based on a formal specification and a subset of the main ontology. From this, CaVa queries the triple store and organizes the returned information in adequate Web pages.

The work re ported starts with a discu ssion on how to imp ement generic and efficient tools able to extract automatically the necessary data (concepts and relations) from the repository.

The work reported starts with a discussion on how to implement generic and efficient tools able to extract automatically the necessary data (concepts and relations) from the repository. We then discuss how to build the virtual museum Web pages in a systematic way using a formal description of each room written in a domain specific language, CaVaD SL, designed for that pupose–in that way the building platform can be easily adapted from one project to another.

In the project under discussion, we deal with annotated documents, and construct a text filter capable of automatically create triples that will populate the museum’s ontology. This text filter translates XML (eXtensible Markup Language) documents into RDF (Resource Description Framework) notation.

As a case study, to illustrate the implementation of this process and its successful application, we will use the assets of the Museum of the Person (MP).

As said above, our approach can be characterized by an architecture that comprises: the repository; the Ingestion Function [M1] responsible for reading the annotated documents, extracting and preparing the data, and store the information gathered; a Data Storage (DS) that contains the ontology instances; an Ontology that describes the knowledge domain linking the concepts through a set of relations; the Generator [M2] to receive and interpret requests for information, access the DS and return the answers that are combined to set up the final Virtual Learning Spaces (VLS).

In Section 2, we discuss the design and the development of the text filter, named XML2RDF translator, whose function is to transform XML documents into RDF triples; this is one of the contributions of the present paper. The creation of Virtual Learning Spaces (VLS) and how we extract the information stored in the ontology to display on the Web (on the VLS), a second contribution, is presented in Section 3. In Section 4 the approach is illustrated presenting some exhibition rooms for the Museum of the Person, as a case study to test the translator built. Finally, Section 5 presents the conclusion and directions for future work.

 

Raúl Arranz Parra y Fernando Sánchez Mora (Universidad Europea de Madrid. Biblioteca CRAI Dulce Chacón)

Preservación y visibilidad de colecciones digitales en Humanidades desde el Repositorio ABACUS de la Universidad Europea

El Repositorio de Producción Científica ABACUS garantiza la visibilidad de las publicaciones de la Universidad Europea mediante el acceso abierto (Open Access) a ellas. ABACUS cumple las normas y protocolos nacionales e internacionales (Recolecta, Driver, OAI-PMH…) de visibilidad y recolección para repositorios, lo que garantiza la difusión de los contenidos depositados y su recuperación a través de recolectores (harvesters) como Google Académico, Recolecta, OAIster, BASE, etc. Además, el repositorio tiene como uno de sus objetivos principales la preservación de los contenidos a largo plazo, independientemente de su fecha de publicación y de posibles cambios en las páginas web de las publicaciones. Actualmente, ABACUS recoge más de 2.200 documentos de humanidades publicados entre los años 1996 y 2017 por la Universidad Europea y distribuidos en las diferentes tipologías documentales: artículos de revistas (2 en curso y 5 cerradas), libros, congresos y documentos de trabajo. También guarda más de 1.900 documentos de humanidades que no publica la Universidad Europea, pero cuyos autores son miembros de la institución.

 

Maíra Borges Wiese (Universidade de Coímbra)

Leitura configurativa na poesia digital: três exemplos

É de nosso conhecimento que a poesia digital deriva de uma intenção experimental dos media computacionais (de suas capacidades multimedia, da geração automática, das variadas ferramentas dos softwares, etc). Mas para além de observar os aspectos multimodais e intermedia implicados na criação poética digital, esta comunicação dirige-se essencialmente à leitura desses objetos, que aqui considero sob a perspectiva da «configuração», nos termos da teoria cibertextual de Espen Aarseth (1997). Nesta perspectiva, a leitura da poesia digital interativa é percebida como três tipos de atividades distintas: 1) a tradicional hermenêutica; 2) como mecanismo de exploração das particularidades mediais do poema digital, devido à necessária manipulação material do mesmo; 3) como prática criativa, através da criação iterativa de variações do poema, este visto como um "medium" cibertextual (máquina de produzir variedade de expressão; máquina de consumo e produção de signos (Aarseh 1997). A função configurativa, que significa, na definição de Aarseth, a seleção ou criação de scriptons (1997), parece-me apropriada para abordar um grande número de poemas digitais interativos - como poemas combinatórios e generativos, poemas espaciais interativos, textos instrumentais, etc., -, uma vez que requerem atos manipulativos (mover o mouse, selecionar, organizar espacialmente, etc) que por sua vez produzem resultados textuais distintos. Se nesse processo de percorrer a obra os leitores selecionam ou organizam os elementos verbais, visuais ou outros, através das exigências ou possibilidades interativas do poema, podemos lançar algumas questões: 1) qual a importância desta interatividade no funcionamento do poema digital?; 2) quais movimentos realiza o leitor através das interfaces de interação?; 3) são esses movimentos, e seleções, aleatórios ou estratégicos?; 4) ) o leitor tem consciência de seu papel interativo?; 5) o que o leitor cria através dessas seleções (e poderíamos considerá-las um nova obra a ser lida)? Nesta perspectiva da «configuração», proponho que a leitura dos poemas digitais desenvolva o seguinte percurso (baseando-me em proposições de Markku Eskelinen (2012) acerca dos jogos): configurar (no sentido de explorar e conhecer o funcionamento da obra), interpretar e, por fim, novamente configurar, mas agora de modo estratégico, composicional, numa espécie de «design de leitura» (projeto de leitura). Nesta comunicação irei discutir esses aspectos a partir da leitura configurativa de três poemas digitais, a saber, Poemas no meio do caminho, de Rui Torres; The Arrival of the beeBox, de Aya Karpinska; e No time machine, de Aya Karpinska e Daniel Howe.

 

Sandra Boto e Pere Ferré (CIAC / Universidade do Algarve)

Romanceiro.pt: a plataforma do Romanceiro Português

Em 2013, um apoio concedido pela Fundação Calouste Gulbenkian de Portugal proporcionava a salvaguarda física de um arquivo de importante valor patrimonial. O Arquivo do Romanceiro Português, cuja edificação remonta aos inícios dos anos 80 do século XX e que tem vindo a ser alimentado por sucessivas gerações de investigadores em diferentes universidades portuguesas, apresentava então evidentes sinais de deterioração física. Os milhares de fotocopias em papel contendo as versões dos romances publicados desde 1828 até 2000 e as cassetes áudio contendo mais de 600 horas de gravação provenientes das recolhas que, um pouco por todo o território português, se tinham organizado nas décadas de 80, 90 e durante os primeiros anos do século XXI, acusavam um preocupante desgaste.

Assim, a ameaça do tempo sobre a materialidade deste imenso arquivo pode felizmente colmatar-se graças a este oportuno financiamento, que teve um duplo impacto: 1) garantiu por um lado a unificação das bases de dados pré-existentes do arquivo das versões publicadas e das versões inéditas numa única base de dados relacional; 2) permitiu digitalizar as cerca de 6500 versões de romances da tradição oral moderna portuguesa espalhadas por publicações dispersas e as 609 cassetes áudio fruto das incursões recolectoras empreendidas em território português pelas equipas de Pedro Ferré. Como resultado direto deste processo de migração de suportes e tecnologias, os escolhos levantados à consulta destes documentos, que já estavam na base de um largo número de trabalhos académicos nacionais e internacionais sobre o romanceiro, encontram-se agora ultrapassados.

Assim nascia uma plataforma online disponível desde janeiro de 2016 (em www.romanceiro.pt) que oferece ao público especialista os textos do romanceiro português e ainda o som das versões captadas durante as recolhas (atividade ainda em curso). Cabe assinalar que nenhum outro arquivo dedicado a este género poético de tradição memorial, em Portugal ou no estrangeiro, responde a um tão exigente desafio: conservar todas as manifestações conhecidas, publicadas ou por publicar, de uma tradição oral de carácter nacional. A plataforma online, que, nesta primeira fase de trabalhos, se limitou a incorporar a clonagem para os meios digitais do arquivo físico, contornando assim as óbvias dificuldades de acesso a uma tão significativa quantidade de materiais, herda, obviamente, o primigénio objetivo de aproximar o arquivo da investigação. Em acesso aberto, o romanceiro português encontra-se à disposição de qualquer investigador hoje em dia, e em constante atualização.

Sem embargo, o nosso trabalho não expirou com esta ação de digitalização e atualização tecnológica. Numa segunda fase enquadrada no âmbito do Projeto Estratégico do Centro de Investigação em Artes e Comunicação da Universidade do Algarve (http://www.ciac.pt), iniciada em fevereiro de 2017, e reunindo uma equipa transdisciplinar, demos início à segunda fase do projeto romanceiro.pt, atualmente em curso.

Uma vez concretizada, entre 2013 e 2016, a salvaguarda do arquivo do romanceiro português, atentamos agora no imenso potencial que os meios digitais oferecem à investigação em torno desta plataforma, não apenas no que respeita ao problema da acessibilidade genérica, que pudemos já resolver, como se referiu, mas a partir de diferentes perspetivas.

Tal como iremos expor detalhadamente na nossa intervenção, interessa-nos, em particular, desenvolver pesquisa em torno das formas de comunicação desta tipologia de conteúdos do ponto de vista da comunicação de ciência, de modo a potenciar o impacto deste Arquivo na comunidade científica, mas igualmente junto do público geral, munindo-o de ferramentas de consulta user friendly e através de ações de comunicação científica (workshops e cursos em ambiente académico e não académico, integração de seminários de formação avançada, etc). Ppropomo-nos também prosseguir o desenvolvimento da base de dados implementada, através da melhoria da experiência de navegação, da ampliação dos campos de análise das versões (por exemplo, a adição de novas tabelas de base de dados com novos campos de metadados que permitam à comunidade que estuda o romanceiro um cruzamento de dados muito mais ambicioso e relevante do que até agora disponibilizamos). A incorporação de novas valências está neste momento em estudo, bem como em estudo se encontram as possibilidades de interoperabilidade ao nosso dispor, perfilhando a lógica da web semântica.

Neste mesmo sentido, referimo-nos ainda à investigação em torno de novos métodos filológicos de trabalho editorial, que passam pele estudo e definição de diretrizes para a incorporação, em cada versão de um romance, da respetiva edição digital em TEI. O Arquivo do Romanceiro Português deixará de oferecer meramente recursos digitalizados do romanceiro português, mas passará a disponibilizar recursos digitais, aceitando o desafio de repensar as modalidades e os problemas afins à fixação de um texto de tradição oral à luz da teorização e das potencialidades da edição filológica digital.

Para já, disponibilizaremos muito em breve a página web do projeto romanceiro.pt, ferramenta que pretende mostrar ao público, de forma simples mas rigorosa, o imenso valor cultural contido na plataforma. Vocacionado para a interação com esse mesmo público através de um submenu de colaboração e de uma área de consulta de recursos paralelos, o Arquivo caminha, mediante esta primeira grande intervenção, para se converter na área de investigação sobre o romanceiro português que pretendemos implementar futuramente.

 

Estela Calero Hernández, Nerea Fernández de Gobeo y Jaime Peña Arce (Universidad Complutense de Madrid)

La Biblioteca Virtual de la Filología Española y la digitalización de obras complutenses del siglo XVI

El objetivo de este trabajo es dar a conocer la Biblioteca Virtual de la Filología Española (BVFE), dirigida por Manuel Alvar Ezquerra. Este directorio bibliográfico se constituye como una colección digital que ofrece a los usuarios el acceso libre y gratuito a numerosas obras relacionadas con la lengua española, que se encuentran digitalizadas en la red pero que están diseminadas en diversas bibliotecas de todo el mundo. A través de este portal (<www.bvfe.es>), los usuarios pueden acceder a un número aproximado de 9900 diccionarios, gramáticas, tratados de la lengua y libros de enseñanza del español, entre otros; y consultar las biografías y bibliografías disponibles de cerca de 1700 autores.

En primer lugar, presentaremos algunas cifras de la repercusión actual de la colección digital de la BVFE, y para ello nos apoyaremos en estadísticas que recogen el número de visitas al día a la página y las zonas geográficas desde las que se accede. Asimismo, haremos referencia a los modos de búsqueda y los filtros disponibles en la búsqueda avanzada. Junto con los filtros habituales de «autor», «título» y «categoría» de la obra, se han añadido otros que permiten centrarse no solo en los autores, sino en las imprentas, en los lugares de edición y en franjas temporales o años concretos de publicación. El usuario puede elegir igualmente entre los filtros de más de 200 lenguas que aparecen relacionadas con el español en los materiales recogidos en la web. Ahondaremos además en un apartado novedoso que se ha ido ampliando en los últimos dos años: las fichas biográficas de los autores cuyas obras están contenidas en la BVFE.

Por otro lado, y con motivo de la celebración del quinto centenario de la publicación de las Reglas de ortographía en la lengua castellana (Arnao Guillén de Brocar, Alcalá de Henares, 1517) de Antonio de Nebrija, hemos decidido realizar un estudio basado en un corpus textual formado por los materiales lingüísticos impresos en Alcalá de Henares durante el siglo XVI. Mediante el análisis de este corpus, pretendemos reflejar qué obras alcalaínas han sido digitalizadas por diversas instituciones y, a su vez, están recogidas en el catálogo de la BVFE. Nuestro fin último es dar cuenta de las posibles nuevas digitalizaciones que deban hacerse en el futuro para la conservación de dichos tratados. Para poder comprobar qué textos aún no han sido digitalizados, accederemos a las obras del siglo XVI publicadas en Alcalá de Henares a través del examen de los tres volúmenes de La imprenta en Alcalá de Henares (1502-1600) de Martín Abad (1991) y de la Bibliografía cronológica de la lingüística, la gramática y la lexicografía del español (1994). Gracias a la aplicación de filtros de «lugar de publicación», de «exactamente/después del año» y de «antes del año», se podrá observar qué textos del corpus establecido se encuentran digitalizados e incluidos en la BVFE y cuáles son las tareas que quedan pendientes. Este estudio constituye un ejemplo pues, como es deducible, las posibilidades de combinación de los filtros son infinitas; los usuarios pueden centrarse en los aspectos que ofrezcan más relevancia, ya sea para sus investigaciones o para satisfacer su curiosidad.

La herramienta de la BVFE, debido a su acceso en línea, permite a los usuarios de todas partes del mundo la consulta gratuita de los materiales que se van recopilando y mostrando en su catálogo, y esto contribuye enormemente a su recuperación, difusión y estudio. Así, a modo de ejemplo, se observará cómo la obra nebrisense puede ser accesible incluso a miles de kilómetros a golpe de clic.

 

Marinela Freitas (Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa  (ILCML) - Universidade do Porto)

Literatura e Fronteiras do Conhecimento: a vertente da inclusão digital

O Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa, uma Unidade I&D financiada pela Fundação  da Ciência e Tecnologia (FCT) e sedeada na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, organizado internamento em três grupos de investigação ( Inter-transculturalidades, Intermedialidades e intersexualidades) tem vindo a dedicar uma atenção crescente ao universo digital, não apenas como simples instrumento de transmissão de conhecimento, mas também como espaço de ensaio, ou seja de pensamento em acção, de experiênca  reflectida de um discurso híbrido, inter e transdisciplinar, em torno de uma problemática transversal que convoca a Lteratura Comparada enquanto metadisciplina da relação da Literatura com outras Artes e outros discursos epistemológicos.     

É nesse sentido que  além de termos passado a publicar electronicamente a nossa revista bi-anual  Cadernos de Literatura  Comparada, de acolhermos a revista elyra da rede internacional Lyracompoetics e a revista ESC:ALA de estudos e práticas interartes, criámos uma enciclopédia digital Ulyssei@s ( sobre escritores e outros artistas em deslocação), e estamos de momento  trabalhar nas bases digitais She Thought it ( sobre Mulheres na Ciência) e Europa face à Europa ( sobre poetas e prosadores que escreveram a Europa nas últimas décadas).

No âmbito deste Simpósio de Humanidades Digitais do Sul, que pensamos poder constituir a base de plataforma estratégica de investigação,  inovação e difusão do conhecimento em torno das Humanidades em espanhol e português, propomo-nos fazer uma breve apresentação destes projectos digitais, expor os seus pressupostos epistemológicos e potencialidades comunicacionais, e finalmente colocar à discussão algumas resistências e alguns dos desafios que se colocam à investigação e criação no domínio das Humanidades concebidas à escala do mundo digital.

 

José Carlos da Costa Dias (Universidad de Varsovia)

O escritor, o detetive e o Twine: a ficção interativa ao serviço da escrita criativa na aula de português língua estrangeira

A escrita criativa (digital ou não-digital) não costuma ser uma atividade frequente nas práticas de ensino de português língua estrangeira tanto pelo tempo que exigem da parte dos professores e dos estudantes, como pela míngua de materiais específicos sobre como a incorporar de forma organizada e sistemática ao longos das aulas. São, no entanto, reconhecidos os benefícios da inclusão deste tipo de escrita a nível da motivação, da

aquisição/consolidação de vocabulário e de estruturas da língua, bem como a nível do desenvolvimento da literacia e do sentido estético. Dentro da escrita criativa digital, destaca-se a ficção interativa (FI), hoje em dia, um domínio textual e literário consolidado e fecundo, com um conjunto de obras, criadores e críticos reconhecidos, teoricamente maduro, bem delimitado e crescentemente investigado. Apesar de a era comercial da FI ter acabado no final da década de 90, o domínio pôde continuar a crescer como campo expressivo e artístico através dos esforços de várias comunidades em vários países, tendo sofrido um apuramento técnico-narrativo que não tinha alcançado no passado e que muito contribui para consagrar a ficção interativa como forma literária. A língua dominante é o inglês, mas acompanham-na outras comunidades igualmente importantes como a de língua espanhola, italiana e alemã. Atualmente, a FI é suportada por uma comunidade estável e com uma infraestrutura sólida, ou seja, diversas ferramentas criativas, mas também competições, mostras e até um mercado.

A presente comunicação decorre de um estudo exploratório efetuado sobre a utilização do programa de escrita de ficção interativa Twine, como ferramenta de escrita criativa, por estudantes universitários dos cursos de licenciatura e mestrado em estudos portugueses no Instituto de Estudos Ibéricos e Iberoamericanos da Universidade de Varsóvia. Durante o 2.º semestre do ano letivo 2016-2017, entre fevereiro e junho de 2017, estudantes polacos estiveram envolvidos na escrita de uma novela policial interativa em língua portuguesa. A escrita foi integrada na cadeira de “Português prático” e decorreu de modo coordenado com o trabalho regular realizado nas aulas de língua. Isto quer dizer que os temas estudados em aula, as atividades de expansão lexical e de exploração textual ou o treino de estruturas gramaticais guiaram o plano de desenvolvimento da história, servindo de “alimento” às várias tarefas de escrita solicitadas. Para o efeito, foi criado o blogue Fiagem (www.fiagem.blog), de apoio à realização da iniciativa, com instruções detalhadas sobre as tarefas de escrita, vídeos instrucionais e outros materiais de apoio.

Foram dois os objetivos principais desta incursão exploratória na utilização do Twine: (1) aferir a recetividade dos estudantes relativamente à escrita interativa, nomeadamente o prazer e a utilidade para a aprendizagem da língua, bem como a evolução do seu grau de motivação; e (2) identificar os desafios narrativos associados à escrita interativa (construção de narrativas ramificadas, o planeamento de escolhas significativas e consequentes, etc.) e à utilização técnica do Twine, principalmente da aprendizagem/utilização da sua linguagem de programação (Twinescript). Este diagnóstico inicial revelou-se fundamental para compreender as consequências do embate deste tipo de escrita criativa com estudantes sem nenhuma experiência anterior com a ficção interativa (e, a maior parte deles, sem experiência com videojogos) e sem qualquer competência na área da programação. Os resultados iniciais mostraram uma recetividade unânime à utilização da escrita criativa no contexto de ensino/aprendizagem, uma recetividade muito boa em escrever FI com o Twine, bem como um elenco concreto de dificuldades e desafios que a utilização desta escrita e desta ferramenta acarretam.

 

José Manuel de Amo y Anastasio García-Roca (Universidad de Almería)

Evolución de actividades creativas de seguidores de sagas literarias juveniles: análisis y posibilidades formativas

Esta propuesta arroja los resultados obtenidos en la primera fase del Proyecto I+D+I (referencia número EDU2015-69924-R), concedido por el Ministerio de Economía y Competitividad, titulado “La lectura en la era digital: nuevas prácticas lectoras, cultura participativa y espacios de afinidad”. Se trata de un estudio cuyo objetivo principal consiste en describir y analizar las nuevas prácticas lectoras y escritoras nacidas o potenciadas en la era digital. A partir de las conclusiones de este trabajo podrán identificarse las necesidades formativas que se derivan de las características de las diferentes textualidades, de sus nuevos escenarios de interacción, así como del papel que desempeña el “usuario” durante el proceso de recepción y producción.

En este sentido, existe ya un cuerpo teórico y una línea de investigación más o menos consolidados que ha explorado la naturaleza hipertextual, multimodal, intermedial, e interactiva de los textos surgidos a partir del desarrollo de tecnologías digitales. Sin embargo, es la ubicuidad de estos aparatos los que han provocado los verdaderos cambios en la recepción, distribución y producción de obras literarias. De este modo, la participación en redes sociales, las conversaciones en aplicaciones móviles, la escritura creativa en comunidades virtuales … se han convertido en actividades de nuestra vida cotidiana (Lankshear y Knobel, 2010). En este sentido, Internet permite generar espacios virtuales de afinidad (en términos de Gee y Hayes, 2012) en los que se congregan usuarios que comparten intereses, proyectos y aficiones con independencia de otras características.

Entre estas nuevas actividades creativas destacan los fanfictions debido a las implicaciones creativas, lúdicas y formativas que poseen. Podríamos considerar a los fanfics como textos elaborados por admiradores (o detractores) y/o seguidores, creados en torno a sus intereses o pasiones: literatura, cine, televisión, videojuegos, etc.  Especialistas como Jenkins (1992), Black (2008), Cassany (2012), así como Scolari y Guerrero (2016) han analizado desde diferentes perspectivas las producciones creativas realizadas por fans. Todos ellos destacan las posibilidades didácticas que poseen los fanfics en la educación formal.

Además, en el seno de estas comunidades se realizan multitud de actividades lectoras y escritores que desarrollan importantes aprendizajes informales estrechamente relacionados con la educación literaria. Este estudio está centrado en cómo aplicar la motivación y las potencialidades formativas generadas en estos contextos digitales en las aulas. Algunos datos como los 770.000 hipertextos de Harry Potter en fanfiction.net o los 50 millones de descargas de la app de Wattpad solo en Google Play evidencian la existencia de un interés hacia la lectura y escritura en usuarios generalmente jóvenes. En cambio, cabe preguntarse: ¿De qué modo se pueden aplicar estas prácticas en las aulas? Como veremos, se trata de actividades voluntarias y lúdicas cuyo trasvase a escenarios de educación formal no resulta sencillo.

Con objeto de conseguir aprovechar la motivación generada en torno a estas actividades creativas, en este trabajo se ha analizado la evolución temporal que han sufrido los fanfics de narrativas como la saga Harry Potter de J.K. Rowling, la saga Crepúsculo (Stephenie Meyer), y la saga de Los Juegos del Hambre de Suzanne Collins. Se ha pretendido ubicar el momento del desarrollo narrativo en el que la actividad creativa de los fans ha sido más efervescente. Los resultados de esta investigación permitirán, por un lado, guiar a los docentes en el planteamiento de propuestas de escritura creativa de fanfics y, por otro, conocer los momentos clave para aprovechar la actividad de los lectores en las narrativas de sagas literarias.

 

María Covadonga Díez Sanmartín, Antonio Sarasa Cabezuelo (Universidad Complutense de Madrid)

ILSAditor, una editor para la creación de ficción interactiva

En los últimos años, el grupo de investigación ILSA de la Facultad de Informática de la UCM ha trabajado y colaborado con otros grupos de investigación en el desarrollo de herramientas útiles para el ámbito de las letras digitales. En particular, actualmente participa en un proyecto sobre letras digitales financiado por la Comunidad de Madrid denominado “Proyecto Elite”. Uno de los resultados de este proyecto ha sido la creación de una herramienta denominada ILSAditor que facilita la creación de libros digitales que incluyen elementos de ficción interactiva. La ficción interactiva tiene como objetivo aprovechar las posibilidades que ofrecen las nuevas tecnologías de la información para enriquecer la experiencia lectora en un ámbito digital.

Esta comunicación trata sobre ILSAditor, una aplicación de escritorio que permite la edición y generación de textos con elementos de ficción interactiva. Estos elementos de ficción se circunscriben al uso de “strechtext” y elección de itinerarios. El “strechtext” permite al editor de un libro digital organizar el contenido del mismo en varios niveles físicos que pueden ser gestionados mediante acciones de ocultar o expandir texto. Esto permite al lector disfrutar de diferentes niveles de lectura o profundización. Así por ejemplo, se podría crear un mismo cuento dirigido a diferentes edades en un único libro digital, gestionando cada versión del mismo mediante “strechtext”. Con respecto a la elección de itinerarios, el editor facilita su inclusión mediante la gestión de enlaces, lo que permite implementar una ficción hipertextual tradicional.

El editor se ha creado extendiendo la funcionalidad del editor TinyMCE utilizado en Gestores de Contenidos Educativos como Moodle o sistemas de gestión de contenidos tan conocidos como Joomla o WordPress.

El objetivo de esta aplicación era ayudar al escritor en la creación y edición de sus textos, la herramienta. Por esta razón, el editor permite que la edición del documento se realice viendo directamente el resultado final (editor WYSIWYG) y, además, pone a disposición del escritor una serie de opciones intuitivas tales como la creación de stretchtext de una forma sencilla y sin necesidad de unos conocimientos informáticos específicos previos. El resultado de la creación y la edición del documento interactivo se puede exportar a un formato orientado a web (HTML5+JS+CSS) o a un formato orientado a dispositivos electrónicos (epub).

 

Alckmar Luiz dos Santos (Universidade Federal de Santa Catarina)

O cosmonauta, uma criação literária digital

Este trabalho tem intenção não apenas de apresentar O cosmonauta, de Alckmar Santos, Wilton Azevedo e Adir Filho, mas também de discutir as estratégias utilizadas em sua criação. Sua ideia inicial surgiu de uma sugestão de que trabalhássemos sobre a história de Ed Aldrin, trazendo-a para a ambiência digital. É claro que não nos seduzia, de modo algum, o registro filosófico ou antropológico, mas a possibilidade de ficcionalizar uma história de conversão (ou de reconversão) religiosa. Por alto, o que se sabe desse episódio é que Aldrin, tendo permanecido sozinho no Módulo Lunar enquanto Neil Armstrong fazia sua histórica caminhada (um pequeno passo para um homem, um grande salto para a humanidade...), teve uma espécie de epifania religiosa. A partir daí, tornou-se (ou voltou a ser) cristão convicto. Em cima disso, propusemos mudar o local da epifania, que passava a ser uma astronave no espaço sideral, orbitando a Lua.

Em seguida a isso, o trabalho de criação mais propriamente literário se dividiu em duas direções: narrar, em versos, a experiência da epifania e, paralelamente, escrever poemas em que se contasse a vida desse protagonista, desde a infância até a maturidade, em que aparecessem suas relações com a religião. Assim, no que diz respeito primeiramente a sua vida, era preciso inventar todo um percurso biográfico que, a partir de suas hesitações na experiência religiosa, preparasse e explicasse sua conversão através da epifania. Em linhas gerais, pensamos em uma situação bastante comum, isto é, em alguém que recebe da família algum tipo de educação religiosa, desde a primeira infância, aceitando-a sem hesitações. Em seguida, passa pela fase rebelde da adolescência, quando se afasta da religião e se converte definitivamente (assim ele o sente, ao menos) ao ateísmo. Ao final, ocorre o inesperado e surpreendente episódio da conversão religiosa.

O ambiente imersivo e interativo d’O cosmonauta foi dividido em três partes: a abertura (que dá indicações do protagonista e de sua situação de vida); a narrativa de diferentes episódios de sua biografia, até antes da aventura espacial; finalmente, a epifania no espaço sideral. A abertura foi concebida como uma visualização de ritmos e de imagens fundamentais da história, submetidas ao leitor, mas sem que esse tenha aí qualquer interferência. Sua posição, no caso, é de passividade. Ele apenas vê e ouve o que aparece na tela. A segunda parte já implica imersão e interatividade, com o leitor podendo escolher o que e como ler os episódios da vida do protagonista, desde a infância até à maturidade. A parte final, a epifania, sem deixar de ser interativa e imersiva, é também reativa, ou seja, o leitor tem aí oportunidades mais evidentes de contrapor-se às lógicas de utilização do dispositivo digital de leitura, enquanto experimenta, ainda que a distância, a epifania do protagonista. Uma descrição mais detalhada de cada uma dessas partes vai esclarecer melhor essas questões todas.

Na imagem da abertura, procuramos manter uma espécie de suspense, fazendo com que a Terra, girando em seu movimento de rotação, contracene com a Lua — esta sendo o local mais importante da história toda —, em um movimento em que, na primeira tomada, a Lua se encontra por trás da Terra e sua órbita se completa passando para o primeiro plano na tomada final.

Nesse momento, para a trilha sonora foi usada a fala dos astronautas da Apolo XI — Neil Armstrong, Edwin 'Buzz' Aldrin e Michael Collins — comunicando-se entre si e com a base de Houston, mas de maneira que esse conteúdo das falas não fosse perfeitamente compreensível. O resultado foi uma espécie de ruído, uma mixagem das vozes com o som das turbinas do foguete Saturno V. Com a entrada do foguete em órbita terrestre, tem início o áudio de um poema em que a imagem do protagonista menino se associa a de Von Brown, principal cientista do programa espacial americano.

A partir daí, a imagem do sistema Terra-Lua é substituída por outra, a da formação de uma galáxia que vai adquirindo cores conforme o andamento do poema em áudio. Esta última animação em vídeo foi programada em Processing e, depois, gravada enquanto era executada em tempo real.

Na segunda parte, entramos propriamente no espaço de imersão e de interatividade. Ela foi, evidentemente, a de concepção e execução mais trabalhosas, não apenas pela quantidade de elementos (versos, sons, imagens) envolvidos, mas, também, pela variedade de operações que quisemos pôr à disposição do leitor. Contudo, justamente essas dificuldades nos permitiram sentir como a literatura digital ganha força quando os códigos sonoros, imagéticos e verbais são integrados numa só narrativa, dando ao leitor a possibilidade de poder escolher um caminho coerente de leitura, sem perder uma variedade de opções. Ele é levado a optar por uma das quatro combinações possíveis entre os planos da razão, da emoção, do ateísmo e da religião, associadas, cada uma dessas combinações, a vídeos, sons e poemas. No caso, isso foi feito pela maneira como, clicando em uma parte do relevo da Lua, o leitor faz surgir dela um elemento de interatividade que está associado a um dado poema, dentro de uma das quatro combinações acima mencionadas. A seguir, imagens de uma primeira concepção desse mecanismo.

Cada um desses elementos de interatividade saem da superfície da Lua e permitem que o leitor escolha uma de quatro partes para clicar.

 

Alckmar Luiz dos Santos y Adiel Mittmann (Universidade Federal de Santa Catarina)

Aoidos, una herramienta para análisis automática de versos

Este trabajo tiene intención de presentar y discutir los modos y estrategias de utilización de Aoidos, una herramienta desarrollada por Adiel Mittmann, PhD en computación e investigador de NuPILL. Ella permite hacer la escansión de poemas, no sólo indicando las distintas extensiones de los versos en un dado corpus, sino también localizando, cuantificando y analizando los procesos de construcción de las sílabas poéticas y del propio ritmo. Como resultado, tenemos anotaciones semánticas a través de las cuales se registran todos esos datos y se los ponen disponibles a los usuarios, lo que significa que son datos procesables por ordenadores y que, luego, pueden ser asociados a anotaciones semánticas generadas por otra de nuestras herramientas, el DLNotes.

En lo que se refiere a Aoidos, en una primera etapa hemos desarrollado una funcionalidad para transformar secuencias de caracteres en alfabeto fonético y, entonces, determinar los acentos tónicos de todas las palabras. En seguida, son marcados y evaluados los procesos de construcción de las sílabas poéticas (sinalefas, sinéresis, elisiones, dialefas, etc.). En la evaluación de tales procesos se mide su naturalidad o su artificialidad, en una escala de -10 hasta +10, lo que permite al usuario identificar la manera como tal poeta utiliza las técnicas de construcción de versos. Finalmente, la herramienta nos indica los posibles esquemas rítmicos presentes en cada poema del corpus.

En este momento, empezamos a utilizar Aoidos en una investigación que tiene la intención de explorar y caracterizar la creación poética en Brasil, entre los años de 1870 y 1920. Nuestra intención es investigar como se utilizaron las técnicas tradicionales de construcción de los versos en un período que empieza con el Romanticismo tardío y llega al inicio de las poéticas de vanguardia en nuestro país, en los años 20 del siglo pasado. Con ello, queremos, en primer lugar, mapear y cuantificar las diferencias entre románticos y parnasianos cuanto a la técnica de versificación, siguiendo el comentario del filólogo Péricles Eugênio da Silva Ramos, en su libro O verso romântico e outros ensaios, donde afirma que los parnasianos acusan a los románticos de escribir, en general, versos flojos, por que no utilizan con más frecuencia las sinéresis. Una vez realizado ese levantamiento de los hábitos de versificación de los principales poetas de ese período, pasamos a la etapa siguiente, es decir, a la discusión de lo que dicen los manuales de historia literaria brasileña, a ese respecto, agrupando a los poetas en románticos, parnasianos, simbolistas y pre-modernistas, olvidándose de otros grupos importantes en su momento (como los poetas realistas y los positivistas), pero despreciados por esos manuales. Nuestra hipótesis es que, cuando se hace ese levantamiento de las diferentes maneras de utilizar las técnicas tradicionales del verso, se podrán discernir corrientes, grupos, tendencias que se quedan fuera de las historias literarias canónicas u oficiales.

 

Renato Fileto, Italo Lopes Oliveira, Fábio Bif Goularte, Danielly Sorato, Roberto Willrich, Alckmar Luis dos Santos (Universidade Federal de Santa Catarina)

Questões e Perspectivas sobre a Produção Automatizada de Anotações Semânticas em Textos Literários

Textos são considerados dados não-estruturados do ponto de vista do seu processamento computacional, pois não são restritos a estruturas de dados tabulares (como planilhas eletrônicas ou bancos de dados convencionais). Além disso, a semântica dos conteúdos textuais pode ser vaga e sujeita a ambiguidades. Assim, para processar textos computacionalmente, ou mesmo para extrair informação do seu conteúdo (visando, por exemplo, análise literária, ensino e aprendizagem, avaliação de entendimento) pode-se enriquecê-los semanticamente. Uma anotação semântica associa, a quaisquer extratos de um documento (e.g., menções a uma personagem, a um local ou a um período de tempo), descrições precisas das coisas a que se referem. Além disso, na base de dados ou conhecimento onde são descritas tais coisas, pode-se representar como elas se relacionam entre si. Tais associações, descrições e relações precisam carregar semântica bem definida, além de serem computacionalmente formais para serem processáveis por máquinas. Produzir anotações semânticas manualmente pode ser inviável em muitas situações, devido ao esforço envolvido e a dificuldades para se obterem anotações suficientemente precisas e padronizadas, quando pessoas distintas as produzem. Este trabalho apresenta primeiramente conceitos básicos e um panorama das tecnologias atuais para produzir anotações semânticas em textos. Discute, em seguida, problemas relacionados à aplicação de tais tecnologias na produção de anotações semânticas em textos literários e, futuramente, talvez, também em literatura digital, de maneira automática ou automatizada (via software, mas com direção e validação do leitor). Nosso grupo de pesquisa tem aplicado diversas tecnologias e ferramentas de software em processos para produzir anotações semânticas de qualidade em diversos tipos de dados, incluindo textos literários, jornalísticos e postagens em mídias sociais. Focamos também no uso dos conteúdos anotados e das bases de conhecimento produzidas para melhor realizar, em sistemas computacionais que exploram semântica, tarefas como recuperação de informação, análise de informação em armazéns de dados (data warehouses), análise de sentimento, ensino e aprendizagem, sumarização de textos e recomendação. À medida que acumulamos experiência nesta área, aumenta nossa percepção de que a produção automática  de anotações semânticas em textos, com precisão e cobertura suficientes para certas aplicações, requer sistemas holísticos compondo diversas tecnologias. Além disso, divergências de interpretação são mais comuns em alguns textos de literatura e de mídias sociais, do que em textos técnico-científicos e jornalísticos, por exemplo. Assim, ao processar certos textos, dependendo da sua natureza e do tipo de anotações que se deseja obter, é necessário considerar com cuidado não só quem os escreve, mas também quem os lê e os interpreta, além de informação de contexto (local, época, contexto cultural, outros textos e demais dados relacionados, etc.) da obra, do autor e do leitor, entre outros fatores.

 

Belén García-Delgado (Universidad Europea de Madrid)

Aplicaciones de literatura infantil en portugués

Como consecuencia de la irrupción de las nuevas tecnologías y el impacto de estas en las nuevas generaciones, este trabajo propone hacer un buen uso de las mismas. En este sentido, se lleva a cabo una argumentación acerca de la importancia de la aplicación de las nuevas tecnologías en el aula, explicando así las ventajas y desventajas que presentan. Se aborda de esta manera el papel del profesor, de la escuela y de las bibliotecas. En segundo lugar, se definen los nuevos géneros de lectura que han surgido recientemente en la literatura infantil y juvenil, para dar así una relación de las aplicaciones disponibles en portugués para el aprendizaje de la lectura, así como para la lectura de obras infantiles y juveniles. De esta forma, se clasifican por géneros, contenidos, edades de los destinatarios, niveles de lectura, etc. En todos los casos, se exponen los criterios de calidad que se deben tener en cuenta a la hora de seleccionar las diferentes aplicaciones. Es más, se dan propuestas para fomentar el uso de estas nuevas herramientas en el aula. No solo eso, sino que también se exponen actividades para antes y después del proceso lector de este tipo de documentos.

 

Joaquín Gayoso Cabada, José Luis Sierra Rodríguez (Universidad Complutense Madrid)

CLAVY: Gestión de Colecciones de Objetos Digitales

La herramienta CLAVY es una plataforma de creación y preservación incremental de colecciones de objetos digitales. Esta herramienta extiende el trabajo previo en el grupo de investigación sobre creación de colecciones de objetos digitales (aplicación ODA). La herramienta surge de la necesidad de dar soporte a la creación de nuevas colecciones aprovechando colecciones ya existentes, facilitando significativamente el trabajo de creación de las mismas.

De esta forma, CLAVY permite la creación de nuevas colecciones mediante la agregación de colecciones preexistentes a través de módulos de interconexión con las plataformas que las alojan, así como a través de la carga de ficheros contenedores de las colecciones. Una vez incorporadas al sistema, el experto puede editar los esquemas de catalogación de estas colecciones agregadas, alineando los mismos en un esquema común, para dar como resultado una colección que integre a todas las agregadas.

Para hacer posible este proceso, CLAVY incorpora un modelo neutro de esquemas de catalogación, que concibe dichos esquemas como estructuras abstractas en forma de árbol. Los módulos de interconexión operan, entonces, sobre dichas estructuras, recreándolas a partir de fuentes externas (caso de los módulos de exportación), o procesándolas para volcarlas en otras plataformas o archivos (caso de los módulos de importación). Actualmente, la herramienta incorpora módulos de interconexión para diferentes formatos de almacenamiento de colecciones (bases de datos relacionales, archivos XML, hojas Excel, etc.).

Para reconciliar las estructuras de las distintas colecciones, la herramienta incluye también un editor de esquemas que permite reconfigurar las estructuras arborescentes, permitiendo, de esta forma, que expertos no informáticos lleven a cabo una transformación efectiva de las colecciones.

Por último, la herramienta también soporta un sistema de navegación capaz de reaccionar eficientemente a las reconfiguraciones en los esquemas. De esta forma, cada reconfiguración en el esquema induce una reconfiguración casi instantánea en las colecciones, lo que permite que los expertos experimenten de manera muy ágil con distintas organizaciones de las colecciones, sin necesidad de que la actividad normal del sistema se vea interrumpida por costosos procesos de reconfiguración.

La creación de esta herramienta ha sido financiada por la Fundación BBVA (Ayudas a Proyectos de Investigación en Humanidades Digitales 2014, proyecto “Modelo Unificado de Gestión de Colecciones Digitales con Estructuras Reconfigurables: Aplicación a la Creación de Bibliotecas Especializadas para Investigación y Docencia” MUGECODER), así como por el Ministerio de Economía y Competitividad (Proyecto  TIN2014-52010-R “Repositorios Educativos Dinámicamente Reconfigurables en Humanidades” RedR+Human, del Programa Estatal de I+D+i Orientada a los Retos de la Sociedad 2014). La herramienta está siendo utilizada por investigadores de la Facultad de Filología de la UCM en la creación de distintas colecciones de propósito específico en el ámbito de los catálogos bibliográficos (Biblioteca Mnemosine sobre textos raros y olvidados de la Edad de Plata Española, Grupo LOEP, Responsable: Dolores Romero; Biblioteca Ciberia sobre Literatura Digital en Español, Grupo LEETHI, Responsable: María Goicoechea; Biblioteca Tropos sobre Escritura Digital Creativa, Responsable: Begoña Regueiro).

 

Jorge Lázaro, Anel Hernández, Adela Rojas y Guadalupe Huerta (Benemérita Universidad Autónoma de Puebla)

Creación de un corpus documental del estado de Puebla, México

En este artículo se presenta la propuesta para la creación de un corpus lingüístico-documental del patrimonio de la ciudad de Puebla, México. A través del uso de varias herramientas informáticas se pretende crear un corpus general que permita poner a disposición de la comunidad académica y general materiales para estudios humanísticos como historia, antropología y lingüística. La primera fase será completamente lingüística, sociolingüística, sincrónica, y paulatinamente se irán integrando documentos históricos.

 

Oscar Marín Centeno

Poesía transmedia.
 
La tecnología ha transformado las relaciones humanas, la gestión de la información y la organización de la sociedad. La interconexión y el desarrollo tecnológico hacen que las estructuras tradicionales empiecen a transformarse de una forma revolucionaria. Este cambio está propiciando una mayor visibilidad de la literatura, pero también la puesta en marcha de nuevas propuestas. Iniciativas que fomentan la comunicación intergenérica, la sinergia de lenguajes y, sobre todo, la transformación de la poesía en un todo digital donde las fronteras con la música, el vídeo arte y la dramaturgia se desvanecen. Recitales donde la interacción puede ser a través de una pantalla o través de sensores. Poetas que declaman sus versos haciendo de la tecnología un aliado para la generación de una nueva oralidad. Discursos personales y compartidos donde se desvanece el límite de la página. Y toda esta experimentación con la plena consciencia de que se renueva la literatura desde la base más tradicional: la puesta en escena actualizada del nuevo trovador, de unos poetas que invierten el recital tradicional para llevar a los asistentes la llamarada de la palabra.
Todas estas posibilidades queda muy cerca de lo que nuestros estudiantes están acostumbrados a ver. Encaja en su modelo de sentir. Encaja en una forma de entender el mundo donde nadie quiere fronteras, donde la libertad es la máxima y las etiquetas solamente pueden ser hashtags. Como en tantos otros momentos de la historia la poesía está en vanguardia. Y trabajar con ella en los centros educativos y en las universidades es una experiencia motivadora. Internet está lleno de una gran cantidad de contenidos interesantes sobre cientos de autores: imágenes, vídeos, grabaciones de audio. Transmisión emocional que los estudiantes capturan, comparten y hacen brillar. Las experiencias educativas con la escritura creativa consiguen generar historias audiovisuales, poemas multimedia, creaciones interactivas. Trabajar un autor ya no es memorizar un poema. Es reinventarlo, interpretarlo, encontrar una fórmula nueva para emocionarnos con sus palabras. Los estudiantes ya no son consumidores. Son prosumidores. Y eso lo cambia todo.

 

María Josefa Postigo Aldeamil y Sandra A. Teixeira de Faria (Universidad Complutense de Madrid)

Projetos literários digitais em Língua Portuguesa: um novo cenário para a Literatura

Neste artigo vamos apresentar alguns dos projetos de incentivo à leitura criados no Brasil e em Portugal e que se servem dos meios digitais para a disponibilização de obras literárias em Língua Portuguesa a todo o público. Nosso interesse recai em compor, por um lado, uma base de dados com esses projetos na mídia, que poderá ser utilizada para futuras consultas, e, por outro lado, procurar averiguar o índice de impacto que possam oferecer esses sites para o aumento de interesse pela leitura.

 

Mª Azucena Penas Ibáñez, Irene Vives Luengo y Honghui Wang (Universidad Autónoma de Madrid)

Escritura creativa en redes sociales, blogs y foros. Mecanismos de literariedad que ponen a prueba la unidad palabra en español. Propuesta comparativa con el chino

El término de literariedad, tomado del inglés literariness (C. Baldick 2008), definido como “the organisation of language which through special linguistic and formal properties distinguishes literary texts from non-literary texts”, permite distinguir textos literarios de los que no lo son. En la presente propuesta de comunicación vamos a considerar dicho término desde un punto de vista maximalista, como sinónimo de creativo, ya que posibilita aplicarlo a la escritura digital (Díaz Noci 2001) en géneros como las redes sociales (Vivas Márquez 2014, De Benito 2014), los blogs (García Landa 2009) o los foros (D. Cassany 2012), que no poseen un estatus reconocido de canon literario.

Con respecto a los mecanismos de literariedad, estos se aplicarán a la unidad palabra por niveles lingüísticos: ideofonemáticos, morfoléxicos y semánticos, desde un enfoque comunicativo-pragmático, que aborde el componente formal de legibilidad y el hermenéutico de intelegibilidad. Se trabajarán los mecanismos propios de la retórica y de la literatura, y se indagará muy especialmente en aquellos que puedan ser caracterizadores de los medios digitales seleccionados, los cuales, en tanto que tales, podrían constituir unidades de estilo o estilemas.

Además del lenguaje verbal, se tendrá en cuenta la imagen y el sonido en varios de los ejemplos analizados, como un factor relevante, incluso determinante en algunos casos, para la construcción de la creatividad en la escritura digital. La dimensión multimodal hace establecer puentes con otros registros, como, por ejemplo, el publicitario o el periodístico (Penas Ibáñez 2017), formando redes de mixtura o hibridación entre distintos géneros actualmente emergentes, como los microrrelatos (Penas Ibáñez 2014) o las publicaciones de redes sociales como Instagram o Pinterest.

El corpus de ejemplos se extraerá de las redes sociales Twitter y Facebook; del blog Blogger, y del foro Forocoches. Asimismo, se hará uso de aquellos famosos memes que presenten juegos de palabras altamente creativos. En total, se analizarán alrededor de cuarenta muestras, clasificadas por tipos de mecanismos de literariedad y por tipos de registro digital. Se realizará una cuantificación relativa porcentual atendiendo a la tipología anterior, con el fin de perfilar las tendencias a las que estos mecanismos y géneros apuntan.

Finalmente, se aportará un corpus de unos veinte ejemplos extraídos de la red social china Sina Weibo y de los foros chinos generalistas Tianya y Baidu Tieba, para ensayar una breve propuesta comparativa entre ambos países, España y China, en lo referente a juegos creativos de palabras, puesto que partimos de la hipótesis de que ha de existir un número considerable de mecanismos muy parecidos, si no, iguales. Por lo que se refiere a las diferencias que necesariamente se van a dar, dado que el español y el chino son dos lenguas tipológicamente distintas ‒siendo la primera flexiva y la segunda aislante‒, mostraremos los procedimientos que son propios del español respecto del chino y viceversa, máxime cuando no hay apenas estudios comparativos sobre la creatividad entre estas dos lenguas, lo cual, consideramos, puede aportar novedad a la investigación. Se realizará una cuantificación relativa porcentual final de todas las muestras, con el fin de perfilar las tendencias a las que estos mecanismos y géneros apuntan en occidente y oriente. Del análisis de los sesenta ejemplos se avanzarán conclusiones todavía provisionales en esta fase de estudio, que posteriormente podrán ser ratificadas en ulteriores investigaciones al aplicarse a un corpus mucho mayor que permita llegar a conclusiones más definitivas, tanto para el español como para el chino.

 

Manuel Portela (Universidade de Coimbra)

O Arquivo LdoD como um Simulador de Escrita

O Arquivo LdoD (https://ldod.uc.pt/, 2017, a publicar em breve) contém uma representação modular e radial das formas autorais e editoriais do Livro do Desassossego de Fernando Pessoa. Este ambiente textual colaborativo foi concebido como um espaço expressivo e crítico para a simulação literária, no qual a performatividade das práticas literárias pode ser experimentada quer como representação textual, quer como simulação textual. Informados por uma conceção humanística da natureza interpretativa dos atos de escrita e leitura, os recursos dinâmicos do Arquivo LdoD pretendem transformar as nossas formas de interagir com os textos através do jogo de papéis literários. Esta conferência analisará a função-autor no Arquivo LdoD enquanto forma de escrita digital. Considerarei as funcionalidades de escrita e geração de texto no Arquivo LdoD como exemplos de práticas de escrita criativa (humana e assistida por computador) que podem ser exploradas para fins expressivos e didáticos.

 

Begoña Regueiro y Pilar García Carcedo (Universidad Complutense de Madrid)

Una biblioteca digital de escritura creativa para la enseñanza de la literatura: TROPOS

TROPOS es una Biblioteca de Escritura Creativa Digital, que busca favorecer el aprendizaje de la literatura y del hecho literario. Desarrollada en la plataforma ODA, TROPOS sistematiza una metodología para el aprendizaje de la literatura a partir de la escritura en la Red, con lo que buscamos potenciar el aprendizaje significativo de nuestros estudiantes aunando las ventajas didácticas de la llamada por Gubern "pedagogía de rutina" y  la creatividad de nuestros alumnos cuando se les proponen actividades motivadoras. 

Elegimos ODA porque  es interoperable y de estructura flexible. Lo que se pretendía con ella era que la conceptualización no se hiciese solo en el contenido, sino que la propia forma de presentarlo diese lugar a la reflexión. Así pues, la categorización o arborización del contenido está siempre abierta a modificaciones y ampliaciones, y el modelo de datos y la conceptualización del árbol que los contiene será siempre algo vivo que dependerá y crecerá según las necesidades que los nuevos materiales y las experiencias de escritura creativa digital nos vayan descubriendo.

La aportación de TROPOS no reside en  funcionar como una plataforma didáctica, sino en la posibilidad de convertir en plataforma didáctica todos los programas, aplicaciones, redes sociales etc. que nos rodean y con las que convivimos para hacer con ellos escritura literaria; es decir, se trata de explotar de forma didáctica lo que ya sabemos utilizar y lo que ya forma parte de nuestra vida cotidiana.

Demostraremos las calidades de los objetos  que alberga TROPOS en forma de  blogs, vídeos de Youtube y de Vimeo, páginas de Facebook y Twitter, conversaciones de What´s App.

 

Roberto Willrich, Alckmar Luiz dos Santos, Renato Fileto y Adiel Mittmann (Universidade de Santa Catarina – UFSC)

Uso de Anotações Semânticas e Mapas de Tópicos no Ensino da Literatura

Efetuar anotações manuais sobre textos é uma forma natural que as pessoas utilizam para registrar comentários e ideias acerca de certas partes de um texto. Há anos este importante mecanismo de apoio à leitura, interpretação e revisão de textos migrou para o mundo digital. As anotações digitais podem ser livres, quando os usuários selecionam e marcam uma parte do texto e então escrevem um texto livre referente àquela marcação. Existem também as anotações semânticas, que identificam precisamente elementos (por exemplo, entidades como Personagem e Lugar, ou então palavras com significado bem definido tais como certos verbos e adjetivos) reconhecidas no texto através da marcação das partes em que elas aparecem e a associação destas às suas descrições formais, que podem ser armazenadas em ontologias, bases de conhecimento ou bases de dados. Para a área da informática, uma ontologia é uma descrição formal e processável por máquina de conceitos básicos e propriedades. Certas bases de dados e de conhecimento representam indivíduos como instâncias de conceitos de modelos conceituais ou ontologias, nas quais são também modeladas as possíveis propriedades e relações entre objetos de certas classes (e.g., uma Personagem pode nascer em algum Lugar). Um exemplo de anotação semântica poderia ser a marcação do nome “Capitu” no texto e sua associação a uma descrição semântica indicando se tratar de  um indivíduo das classes Personagem, que tem nome completo Capitolina Santiago e que tem uma relação interpessoal de matrimônio com Bentinho (outro indivíduo da classe Personagem).

Outra importante estratégia de ensino é o uso de instrumentos para representação do conhecimento, como mapas conceituais e mapas de tópicos. O termo Mapa de Tópico (MT) é usado aqui para representações gráficas na forma de grafos em que os nodos representam tópicos (conceitos, instâncias, palavras com significado bem definido), e as arestas representam relações entre eles. Este trabalho investiga a utilidade de MTs em atividades educacionais envolvendo leitura de textos literários. Ora, esse processo de leitura envolve a construção de uma representação mental refletindo o entendimento do aluno ou professor sobre o texto, e uma forma de o aluno externalizar essa representação mental é justamente criando algum tipo de mapa de conhecimento, como os MTs. Esta representação gráfica do conhecimento pode servir ao aluno como apoio à aprendizagem, ao professor para avaliação dos alunos, e para atividades de ensino e aprendizado colaborativos, em que alunos e professores compartilham a construção do conhecimento acerca da obra em estudo.

Este trabalho apresenta uma ferramenta de anotação digital, chamada DLNotes2, que possibilita o uso combinado de anotações semânticas e MTs em atividades educacionais, relatando também experiências de uso dessa ferramenta em na leitura e na análise de textos literários. Obviamente, qualquer atividade educacional é proposta visando atingir certos objetivos. Dado o objetivo proposto, o professor deve delimitar os conceitos a ser levados em consideração durante o processo de anotação e construção do MT. Para tal, DLNotes2 permite definir a ontologia da atividade.  Por exemplo, em uma atividade na qual os alunos devem observar os personagens, os eventos nos quais estão envolvidos, além de suas relações, o professor pode adotar uma ontologia da atividade descrevendo conceitos como Personagem e Evento, além das diversas relações possíveis entre instâncias destes conceitos). Durante a realização das atividades, o aluno pode anotar semanticamente certas partes do texto, o que permite a ele identificar os diversos elementos do texto, categorizando seus tipos comum dos conceitos expressos na ontologia escolhida para a atividade, podendo, assim, descrever suas propriedades (como a idade de uma personagem) e relações com outros elementos relevantes identificados no texto e anotadas semanticamente. Contudo, apenas com anotações semânticas o aluno e o professor podem não ter uma visão clara, sintética ou bem focada das relações entre elementos relevantes ou de interesse, identificadas no texto e anotados semanticamente. Para tal, o DLNotes2 oferece a geração automática de um MT, que oferece uma visão gráfica de elementos anotados, suas propriedades e relações, permitindo externalizar o modelo mental expresso no que foi inserido na base de conhecimento da DLNotes através do processo de anotação semântica. Um MT é produzido a partir de coisas e relações que são selecionadas pelo usuário, portanto, ele pode prover uma visão parcial do que foi anotado e inserido na base de conhecimento da DLNotes2, com foco em elementos que se deseja visualizar e analisar em um dado momento. O usuário também pode editar o MT, o que lhe permite ajustar o modelo mental produzido ao longo do processo de leitura e anotação semântica. Posteriormente, os conceitos do MT podem também ser novamente relacionados com partes do texto através de criação de novas anotações semânticas. Como será relatado neste trabalho, as experiências do uso de DLNotes2 no ensino de literatura demonstraram resultados muitos promissores em diversos aspectos. Além de ser uma ferramenta que apoia efetivamente o processo de aprendizagem, sua utilização: (i) exigiu dos alunos uma leitura mais aprofundada do texto para produção de anotações mais ricas e coerentes; (ii) melhorou a participação dos alunos em sala de aula; (iii) permitiu aos professores uma melhor avaliação dos resultados da aprendizagem, principalmente quanto ao uso correto de conceitos envolvidos nas atividades. Além disso, MTs tem auxiliado os professores a avaliarem o nível de compreensão da leitura de maneira mais rápida e objetiva do que as formas de avaliação tradicionalmente utilizadas (p. ex., na forma de resenhas).